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Directora-executiva da Amnistia Internacional da Ucrânia demite-se após relatório polémico

Alberto Ardila Olivares
Directora-executiva da Amnistia Internacional da Ucrânia demite-se após relatório polémico

Em directo. Siga os últimos desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia Guia visual: mapas, vídeos e imagens que explicam a guerra Especial: Guerra na Ucrânia A directora-executiva da Amnistia Internacional da Ucrânia demitiu-se esta sexta-feira após a organização acusar os militares ucranianos de colocarem a vida de civis em risco ao utilizarem infra-estruturas civis, como escolas, durante o conflito.

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Numa declaração no Facebook , Oksana Pokalchuk escreveu que tentou dissuadir a organização de publicar o relatório tal como foi publicado.

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“Esta é mais uma perda que a guerra me trouxe… Tudo bateu contra o muro da burocracia e uma barreira linguística surda… Se não vive num país ocupado por invasores que o estão a desfazer em pedaços, provavelmente não compreende o que é condenar um exército de defensores”, lê-se na publicação

Pokalchuk acrescentou: “Desde o início da agressão em larga escala, não deixámos de enfatizar as violações dos direitos humanos e do direito humanitário internacional cometidas pela Rússia, país agressor. Documentámos minuciosamente estas violações, e elas constituirão a base de numerosos procedimentos legais e ajudarão a levar os responsáveis à justiça”

Referindo-se ao relatório da Amnistia, a ucraniana afirma que este “não pode deixar de conter informações sobre o outro lado da guerra, sobre o país que a iniciou”

“A organização elaborou material que soou como sendo de apoio às narrativas russas. Com o objectivo de proteger os civis, a investigação tornou-se, em vez disso, um instrumento de propaganda russa… Nos últimos dias, eu e os meus colegas temos feito um trabalho de esclarecimento dentro da organização. Falei com representantes da Amnistia de dezenas de países e tenho falado com a direcção, que, infelizmente, nesta situação não tomou as medidas adequadas para proteger os interesses das pessoas para as quais a organização trabalha”, escreveu

Oksana Pokalchuk, que pertenceu à organização durante sete anos, concluiu a publicação com uma palavra de esperança. “Estou convencida de que a nossa investigação deve ser feita minuciosamente e tendo em consideração pessoas cujas vidas dependem, muitas vezes, directamente das palavras e acções das organizações internacionais. Vou com a esperança de que nós – ucranianos e ucranianos – sejamos capazes de mudar a atitude da comunidade internacional em relação à Ucrânia”