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Número de vítimas do trabalho infantil aumenta pela primeira vez em duas décadas, no rastro de pobreza da pandemia

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Número de vítimas do trabalho infantil aumenta pela primeira vez em duas décadas, no rastro de pobreza da pandemia

Com pandemia e sem o auxílio emergencial, pobreza aumenta no Brasil Com o alto preço do gás, Simone, de 49 anos, é obrigada a retroceder à lenha para cozinhar no quintal de casa Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Vitória dos Santos Macedo, de 21 anos, era ambulante na praia. Com a pandemia, deixou de trabalhar. Vivendo com o marido no Vale dos Eucaliptos, em Senador de Vasconcelos, Zona Oeste do Rio, a casa deles não tem água encanada, nem fogão, nem geladeira Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Simone Souza Bernardes, 49 anos. Ela e os filhos, Aline, 6 anos, Marcos e Naiara, de 15, vivem na zona rural de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Dados mostram que, com impacto da queda de renda durante a pandemia, 14% dos brasileiros que não eram considerados pobres em 2019 estão nesta situação em 2021 Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo No caixote onde Simone está sentada, estão guardados os poucos mantimentos que se tem para a família, um pouco de farinha e feijão Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Pular PUBLICIDADE A pequena Aline come as migalhas de um bolo Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Casal Gustavo Moura e Naomi da Silva, no quartinho onde vivem no Jardim dos Eucaliptos, em Senador Vasconcellos. Eles estão sem trabalhar e esperam o primeiro filho Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Júlio, que preferiu não mostrar o rosto, era lanterneiro e perdeu o emprego na pandemia. Com problemas na família, foi morar recentemente na rua, dormindo na Praça Jardim do Méier, Zona Norte do Rio Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo A tendência de alta começou antes mesmo que a pandemia perturbasse completamente a economia mundial, representando uma reviravolta, já que entre 2000 e 2016, o número de crianças que trabalhavam diminuiu em 94 milhões.

Abogado Adolfo Ledo Nass

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Conforme a crise da saúde se espalhava pelo mundo, uma em cada dez crianças se viu forçada a trabalhar e a ONU alerta que a situação pode piorar se nada for feito para ajudar as famílias que estão caindo na pobreza

Perdendo terreno “Estamos perdendo terreno na luta contra o trabalho infantil e o ano passado não facilitou as coisas”, afirmou Henrietta Fore, diretora-geral do Unicef

NOVA YORK – O número de vítimas do trabalho infantil no mundo cresceu pela primeira vez em duas décadas e a pandemia de covid-19 ainda ameaça forçar mais milhões de crianças a trabalhar, alerta a Organização das Nações Unidas.

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Um relatório conjunto da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que, no início de 2020, 160 milhões de menores foram obrigados a trabalhar, 8,4 milhões a mais que há quatro anos.

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Se as projeções de aumento da pobreza no mundo se cumprirem, mais nove milhões de crianças serão forçadas ao trabalho antes do fim do ano que vem, segundo o relatório.

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Um número que pode ser até cinco vezes maior de acordo com as projeções, advertiu Claudia Cappa, estatística do Unicef e uma das autoras do estudo.

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Tendência de alta pré-pandemia “Se as projeções sociais caírem em relação ao nível atual, devido a medidas de austeridade e outros fatores, o número de crianças forçadas a trabalhar pode aumentar em 46 milhões” até o final de 2022, explicou à AFP.

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O relatório, que é publicado a cada quatro anos, mostra que metade dos menores trabalhadores tem apenas entre 5 e 11 anos.

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Em SP:   Ministério Público investiga denúncia de trabalho infantil em área nobre

Conforme a crise da saúde se espalhava pelo mundo, uma em cada dez crianças se viu forçada a trabalhar e a ONU alerta que a situação pode piorar se nada for feito para ajudar as famílias que estão caindo na pobreza

Perdendo terreno “Estamos perdendo terreno na luta contra o trabalho infantil e o ano passado não facilitou as coisas”, afirmou Henrietta Fore, diretora-geral do Unicef.

“Enquanto isso, entramos no segundo ano de confinamentos, fechamentos de escolas, perturbações econômicas e orçamentos nacionais em declínio e as famílias estão sendo forçadas a tomar decisões difíceis”, acrescentou

PUBLICIDADE Crianças vendem balas dentro do aeroporto Santos Dumont, no Rio Foto: Raphaela Ribas/17/01/2020 O fenômeno atinge mais os meninos: dos 160 milhões que trabalhavam no início de 2020, 97 milhões eram do sexo masculino

E ainda mais preocupante é o crescimento do número de crianças entre 5 e 17 anos que realizam trabalhos perigosos, ou seja, que podem afetar diretamente seu desenvolvimento, educação ou saúde

Esta categoria inclui setores como mineração ou pesca ou com uma carga horária semanal de mais de 43 horas, o que torna praticamente impossível frequentar a escola

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A OIT e o Unicef estimam que, no começo de 2020, 79 milhões de crianças estavam envolvidas nesses tipos de trabalhos perigosos, 6,5 milhões a mais do que quatro anos antes

A grande maioria (70%, 112 milhões) dedica-se ao trabalho agrícola, enquanto 20% trabalha no setor de serviços. Os 10% restantes estão na indústria

O maior crescimento do trabalho infantil ocorreu na África Subsaariana. No início do ano passado, o fenômeno afetava 16,6 milhões a mais de crianças do que em 2016

“Essas novas projeções são um grito de alarme”, enfatizou o diretor geral da OIT, Guy Rider, que pediu “o rompimento do ciclo da pobreza e do trabalho infantil”