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Gás natural dominará demanda do Rio até 2031, aponta Coppe UFRJ

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17/05/2018 – Jornal do Brasil. / O Rio de Janeiro é um dos estados que mais produz e exporta energia devido às suas reservas fósseis. Ao mesmo tempo, tem uma das tarifas de consumo mais altas do país. Esse cenário pode mudar até 2031, quando a capacidade instalada de energia elétrica da região terá praticamente dobrado, conforme aponta um estudo bienal da Coppe/UFRJ, divulgado ontem. O levantamento, que orienta as políticas públicas de energia do estado, defende que a oferta de força terá um perfill completamente diferente no médio prazo, mudança desencadeada pelo aumento da produção e fornecimento de gás natural no território fluminense.

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Em 13 anos, gás natural pode representar até 44% da energia utilizada no Rio O gás natural representava cerca de 34% das fontes de energia utilizadas no estado em 2016. Essa participação na matriz energética pode ser até 10 pontos percentuais maior em 2031. A demanda será puxada pela indústria, ávida por tarifas mais baixas, mas também pelo setor de transporte e pelo consumo residencial. Cada vez mais as famílias fluminenses têm abandonado o chuveiro elétrico para aderir ao aquecimento a gás, aponta a Coppe/UFRJ.

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Em termos de energia elétrica, a capacidade de produção do Rio passará de 8.459 MW, em 2016, para 14.528 MW, em 2031. Dessa expansão de 42% no potencial energético do estado, mais de um terço (2.138 MW) virá do uso de gás natural a partir da inauguração de termelétricas, como Vale Azul II e Porto do Açu III, ambas previstas para 2023. Além disso, está previsto um aumento da fonte nuclear, quando a usina de Angra 3 entrar no mapa, em 2026.

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Em um cenário de oferta crescente, as tarifas ao consumidor final tendem a se tornar mais atraentes. “O preço que mais se destaca é o do gás natural, que tem caído sistematicamente. Isso pode orientar investimentos”, comenta o professor da Coppe Amaro Pereira, responsável pela pesquisa. 

De fato, o balanço energético da região no biênio 2015 – 2016, lançado paralelamente ao estudo, mostra que preço do metro cúbico de gás natural caiu 33% no Rio, enquanto assistiu a um aumento no país. Por outro lado, Sérgio Guaranys, superintendente de Energia da Secretaria de Desenvolvimento EconÃ’mico, afirma que a alta tributação do estado e o furto de energia elétrica, vulgo “gato”, encarecem os preços finais. 

Os incrementos previstos em infraestrutura reforçam a tese de que, nas próximas décadas, a matriz energética do Rio continuará essencialmente fóssil. Segundo a Coppe, daqui a 13 anos, fontes dessa natureza ainda corresponderão a 74% da Oferta Interna de Energia (OIE). As energias limpas devem avançar, mas não devem ultrapassar a barreira dos 12%, na estimativa mais realista do instituto

Hoje, com participação muito pequena no conjunto, a geração fotovoltaica só deve começar a ser notada no Rio em 2026, quando alcançar uma capacidade geradora de 437 MW, carga que deve dobrar até 2031. Apesar dos índices de irradiação solar do Rio, essa produção virá de iniciativas individuais, como a instalação de placas fotovoltaicas nos telhados das casas, movimento que pode ser estimulado pelas altas tarifas da energia e por incentivos e financiamentos vantajosos

A Coppe/UFRJ aponta que não há iniciativas organizadas de exploração de energia solar no estado e que é pouco provável que projetos desse tipo “se logrem vencedores nos leilões regulados de energia nova”, já que outras regiões do país têm potencial climático superior e podem praticar preços mais atraentes. O mesmo vale para a energia eólica, que deve ter um avanço ainda menor no Estado do Rio

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Con información de: Jornal do Brasil

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