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Investigadores desenvolvem tecidos que iluminam e comunicam

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Investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT na sigla original), nos Estados Unidos, desenvolveram um tecido que integra dispositivos eletrónicos que no futuro poderão comunicar, iluminar ou monitorizar a saúde.

O mais recente desenvolvimento em têxteis e fibras, uma espécie de “hardware” macio, é publicado esta quarta-feira na revista “Nature”, num artigo do antigo aluno de pós-graduação do MIT Michael Rein e do professor de ciência dos materiais e engenharia elétrica Yoel Fink, que é também presidente da Advanced Functional Fabrics of America (Tecidos Funcionais Avançados da América, AFFOA), apoiados por equipas das duas instituições e ainda da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, e do Laboratório Lincoln, nos Estados Unidos.

A equipa incorporou em fibras que foram posteriormente tecidas dispositivos semicondutores optoeletrónicos (referentes à luz) de alta velocidade, incluindo díodos emissores de luz (LED) e fotodetetores de díodo (semicondutores). Desse trabalho resultou um tecido lavável transformado num sistema de comunicação, o que marca a conquista do objetivo de criar tecidos “inteligentes” funcionalmente sofisticados.

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De acordo com os investigadores a descoberta pode levar a um crescimento exponencial da capacidade e aplicações das fibras. “Esta abordagem adiciona uma nova visão sobre a forma de fabricar fibras”, disse Rein, o principal autor do artigo. Os investigadores salientaram também a robustez do tecido e a sua impermeabilidade, lavando esse tecido 10 vezes para o testar e colocando-o num aquário. As fibras sobreviveram na água durante semanas.

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Embora o princípio pareça simples, é complicado fazer com que funcione de forma consistente e garantir que as fibras podem ser fabricadas de forma confiável e em quantidade. A investigação permite “expandir as capacidades fundamentais dos tecidos para abranger comunicações, iluminação, monitorização fisiológica e muito mais. Nos próximos anos os tecidos fornecerão serviços de valor acrescentado e não serão escolhidos apenas por estética e conforto”, disse Yoel Fink.

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E acrescentou que os primeiros produtos comerciais incorporando a nova tecnologia chegarão ao mercado já no próximo ano, com aplicações inicialmente na área das comunicações e segurança. Segundo Fink, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos também está interessado.

Os tecidos, segundo os investigadores, podem por exemplo ter aplicações no campo biomédico, como em pulseiras que medem a pulsação ou o nível de oxigénio no sangue, ou uma ligadura que monitoriza o processo de cicatrização.

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