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‘EUA cederam muito e receberam pouco em troca’, diz especialista

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RIO – Apesar da pouca preparação para a cúpula e das promessas vazias, Kim Jong-un e Donald Trump alcançaram ganhos diplomáticos ao se tratarem como iguais, afirma Toby Dalton, co-diretor do Programa de Política Nuclear do Carnegie Endowment for International Peace, centro de estudos de Washington. No entanto, o analista sustenta que o acordo deixa a desejar por não cumprir a alta expectativa lançada pelos EUA antes da reunião para avançar em direção à desnuclearização da Coreia do Norte . E mais: a avaliação de especialistas em Washington é de que Trump cedeu muito e recebeu pouco.

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Esta cúpula foi suficiente para começar um laço forte o bastante para cumprir as promessas feitas no acordo anunciado?

A ótica e a pompa feitas para um bom drama de TV para os dois líderes. Trump disse que ele e Kim Jong-un acreditam que podem confiar um no outro. Mas confiança não é suficiente, é preciso haver ações recíprocas que possam ser verificadas. E até agora não temos muito em forma de ação para sugerir que a “desnuclearização completa da Península Coreana é uma promessa que pode ser cumprida, pelo menos em breve.

Como o senhor avalia o acordo assinado pelos dois líderes?

Não atende as grandes expectativas construídas pela gestão Trump de que haveria progresso imediato em direção à desnuclearização. Mas estas expectativas eram muito altas. O acordo é amplo e não se aprofunda substancialmente – é o que poderia se esperar de uma cúpula que teve muito pouca preparação. O acordo contém promessas, mas nada concreto sobre como e quando estas promessas devem ser cumpridas.

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Em encontro histórico, Donald Trump se reúne com Kim Jong-un No primeiro encontro entre um presidente americano e um líder norte-coreano, Donald Trump aperta a mão de Kim Jong-un no luxuoso Hotel Capella, em Cingapura. Na agenda, a desnuclearização da Coreia do Norte Foto: SAUL LOEB / AFP Os dois líderes caminham lado a lado. Na primeira parte do encontro, eles se reúnem sozinhos por menos de uma hora. Depois, assessores se juntarão às negociações Foto: JONATHAN ERNST / REUTERS Líder supremo norte-coreano, Kim Jong-un, e presidente americano, Donald Trump, posam lado a lado para multidão de fotógrafos que acompanhavam o encontro histórico em Cingapura Foto: SAUL LOEB / AFP Com Kim sorridente, líderes apertam mãos em gesto de boa vontade para negociações; Trump disse que estava confiante para uma ‘tremenda relação’ com o ditador do regime de Pyongyang Foto: SAUL LOEB / AFP O encontro se seguiu a várias idas e vindas e trocas de ofensas entre os dois lados. A reunião chegou a ser desmarcada após o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, insistir no modelo líbio de desnuclearização Foto: JONATHAN ERNST / REUTERS Na véspera do encontro, Kim passeou por Cingapura. O ditador raramente sai de seu país. Este ano, ele esteve duas vezes na China, principal aliada dos norte-coreanos Foto: NICHOLAS YEO / AFP O local escolhido para o encontro foi a ilha de Sentosa, um dos principais destinos turísticos da cidade-Estado Foto: TED ALJIBE / AFP O comboio presidencial americano cruza as ruas de Sentosa: a ilha teve a segurança reforçada para o encontro. O espaço aéreo chegou a ser fechado para proteção dos dois líderes Foto: FELINE LIM / REUTERS Em Seul, na Coreia do Sul, pessoas assistem ao vivo ao encontro histórico entre Kim e Trump; tensão nuclear na Península Coreana afeta vida da população Foto: JUNG YEON-JE / AFP 1 de 9 Anterior Próximo Quais são os maiores ganhos e perdas para Kim e Trump após a cúpula?

Para Kim, não há nada além de ganhos. Ele foi tratado como igual pelo presidente americano, sendo que até recentemente a maior parte do mundo o via como um ditator cruel que usou armas químicas para matar o próprio irmão. Trump disse que era “uma honra” encontrar-se com ele. Por isso, Kim só fez promessas vagas sobre se desnuclearizar.

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Para Trump, estou certo de que ele vê isso como uma grande vitória para seu estilo não convencional de diplomacia. Mas a maior parte do establishment da política externa em Washington considera o acordo e a cúpula a partir de uma perspectiva na qual os EUA cederam muito e receberam muito pouco em troca. O melhor que se pode dizer sobre isso é que sustentará a diplomacia e evitará a reversão para a crise de 2017 que o próprio Trump havia alimentado.

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A suspensão dos exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul anunciados por Trump é um sinal de que ele se dobrou a Kim? Seria um primeiro passo para a saída da presença militar americana da Península?

Foi uma consequência surpreendente, não apenas para o governo da Coreia do Sul, mas também para as forças militares americanas estacionadas lá. Ainda não está claro o que Trump tem em mente com o cancelamento do que chamou de “jogos de guerra”. É uma enorme concessão a Kim, se permanecer como Trump disse. Trump muito claramente quer retirar as forças militares americanas da Península Coreana, mas isso é algo para se discutir entre EUA e Coreia do Sul, não algo que os EUA possam oferecer sozinhos como uma concessão em negociações com a Coreia do Norte.

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Kim Jong-un quer desenvolver a economia norte-coreana, mas de forma que solidifique (em vez de enfraquecer) sua posição no poder. Ele aceitará dinheiro e comércio, tecnologia e equipamentos, mas é difícil de imaginar a Coreia do Norte permitindo empresários americanos (ou chineses, por assim dizer) administrando todo o país. Perto da ameaça da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, Kim Jong-un se preocupa com a ameaça de seu próprio povo, então ele continuará tentando manter o controle mais rígido possível sobre o desenvolvimento econômico

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