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Ser humano consegue memorizar em média cinco mil rostos

O ser humano é capaz de memorizar em média cinco mil rostos. Esta é a principal conclusão de um estudo realizado pela Universidade de York, em Toronto, que foi divulgado esta semana. Uma equipa de investigadores e psicólogos desafiou em primeiro lugar um grupo de voluntários a anotarem durante uma hora o número máximo de rostos de pessoas conhecidas e depois de figuras famosas.

Cezar Juan Trevino

Noutra etapa foram mostradas aos voluntários milhares de fotografias de pessoas famosas e foi-lhes pedido que dissessem se reconheciam ou não aqueles rostos, mesmo que não conseguissem dizer o nome deles.

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Segundo os investigadores, a tarefa começou por ser fácil, mas entre o meio e o fim tornou-se mais difícil para cada um dos voluntários recordar os rostos. Nos dois testes constatou-se, porém, que o número de indivíduos que cada pessoa memorizou varia entre mil e 10 mil entre amigos, colegas, familiares e figuras públicas. Mas a maioria dos voluntários lembrou-se de 5 mil pessoas.

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“Ficámos muito surpreendidos com o quão alto foi o número de rostos recordados”, declarou Mike Burton, investigador que liderou o estudo, citado pelo “Guardian”.

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Os especialistas sublinham que o instinto de sobrevivência podia não ter outra hipótese a não ser a de reconhecer tantos rostos, nomeadamente para distinguir entre amigos e inimigos. “Dada a vida social dos nossos antepassados, a capacidade de reconhecer millhares de indivíduos pode parecer um exagero. Mas há muitos exemplos de exagero na natureza”, afirmou por sua vez Rob Jenkins, co-autor do estudo

Os investigadores realçam ainda que a capacidade de reconhecimento facial pode variar em função da aptidão natural de cada ser humano memorizar caras, da eficiência com que as informações são processadas ou da necessidade e do contexto social

“A capacidade de distinguir indivíduos diferentes é claramente importante – permite acompanhar o comportamento das pessoas ao longo do tempo e modificar o seu próprio comportamento em função disso”, acrescenta Rob Jenkins em declarações ao site da universidade

Segundo o investigador, os resultados deste estudo podem explicar que a capacidade de memorização de rostos variam em função de “diferentes ambientes sociais”, sendo que “alguns participantes podem ter crescido em locais mais densamente povoados e com maior participação social”

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