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Coalizão opositora na Venezuela sofre novo revés com saída de mais um partido

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CARACAS — A Ação Democrática (AD), um dos principais partidos opositores da Venezuela, anunciou a saída da coalizão Mesa de Unidade Democrática (MUD), um novo revés para a aliança que já havia sofrido com o racha na última eleição presidencial. À época, um dos membros da coligação, Henri Falcón, decidiu se candidatar mesmo contra a decisão do bloco, que não participou da votação. Outros grupos políticos não acompanharam a MUD.

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Vamos nos separar da mesa (MUD) e iniciar viagens pelo interior do país, com a finalidade de executar o programa que acordamos entre todos e lamentavelmente não pudemos desenvolver — disse Henri Ramos Allup, secretário-geral da legenda, na saída de uma sessão do Congresso. — Ficarão importantes organizações políticas que terão que continuar e destravar o funcionamento da mesa.

Após a reeleição de Nicolás Maduro, em uma eleição adiantada que foi criticada por dezenas de países, a MUD se manteve em silêncio e demorou semanas para designar um novo secretário-geral — um dos motivos citados por Allup, para romper com a aliança. Agora, a decisão da AD evidencia novamente as diferenças entre os partidos da coalizão, nenhum deles com força suficiente para enfrentar o oficialismo e chegar a uma solução para uma das piores crises econômicas e políticas recentes.

Henry Ramos Allup – MARCO BELLO / REUTERS O principal problema enfrentado pela MUD é a falta de consenso: enquanto um grupo mais radical, liderado por Maria Corina Machado, quer decisões imediatas, outro espera que algo aconteça até dezembro.

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— É necessária uma proposta ou visão do que será feito internamente. É claro que devemos tentar ajudar a diáspora (em referência à fuga de venezuelanos do país), mas os problemas devem ser resolvidos aqui com os venezuelanos que ficaram — disse ao “El Nacional” uma fonte do MUD, que preferiu não se identificar para evitar mais conflitos.

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Apesar de rejeitar a criação de outras frentes e outros partidos, o político reiterou que a MUD precisa debater novas propostas, mas admitiu não ver consenso entre seus porta-vozes. Uma reunião entre os líderes da coalizão foi adiada recentemente — a razão oficial teria sido a Copa do Mundo na Rússia — mas especula-se que a razão seria a dificuldade em reunir toda a liderança devido a problemas de transporte.

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Enquanto a MUD vive um momento de incertezas, o PSUV avança para o IV Congresso, que servirá para ratificar as medidas e políticas ditadas pelo governo — espera-se poucas mudanças econômicas, mas uma nova onda de perseguição contra opositores. A vitória de Maduro permitiu que o oficialismo avançasse na redação de uma nova Constituição sem enfrentar protestos como os promovidos por meses pela oposição no ano passado.

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